Meus álbuns de Cabeceira (Parte 02)

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Mais três álbuns que nunca me cansarei de ouvir.

Continuando a apresentação de meus discos favoritos (você pode conferir a Parte 01 aqui), hoje trago mais três álbuns que ainda fazem meu coração bater mais forte.

Björk - Vespertine

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Björk é a grande responsável por abrir meus horizontes musicais. Quando ouvi pela primeira vez, confesso que não gostei. Não tinha entendido nada, era muito complexo pra mim. Mas eu fui dando a segunda, terceira, quarta chance, e isso foi mudando. Quando me dei conta, as músicas dela não desgrudavam mais da minha mente. Ouvi todos os discos dela, vi vários shows pela internet, até hoje acompanho assiduamente tudo o que ela lança, e sinceramente, não consegui encontrar ainda nada ruim que ela tenha lançado. Amo tudo. Claro que tem algumas que ouvi mais que outras, mas no geral, gosto de todas. É difícil encolher dentre tantos meu favorito dela, porém escolhi o disco ''Vespertine'' de 2001, porque ele foi o que me fez debruçar em lágrimas do começo ao fim. 

Este foi o quarto álbum dela, que foi feito durante as filmagens do filme Dancer in the Dark - conhecido também como um momento conturbado na carreira dela, já que existia conflito com o diretor Lars von Trier. Vespertine tem uma sonoridade delicada, com direito à harpas e micro batidas como às de baralhos e gelo sendo pisado. As letras giram em torno de amor e sexo, com uma direção às vezes explícitas demais sobre seu relacionamento com Matthew Barney - o mesmo cara que serviria também de inspiração, só que de uma maneira negativa em 2015, por causa do término. 

Pra mim, o disco é repleto de singles, como as três primeiras (Hidden Place, Cocoon, It's Not Up To You), já a ''Pagan Poetry'' se destacaria ainda mais com os agudos de Bjork, e a letra profunda. Enfim, é um discaço!!!


Carole King - Tapestry

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Já que falei em singles, oque dizer desse segundo álbum da Carole King então, que só tem hits? Clássico absoluto não só da carreira dela como também do folk pop/rock, Tapestry é um disco que me marcou pela sonoridade sofisticada, arranjos certeiros, melodias maravilhosas. Impossível não cantarolar o dia inteiro depois de ouvir músicas como ''So Far Away'', ''It's too Late'', ''Home Again'', ''You've Got a Friend'' por exemplo. É uma balada mais encantadora que a outra, que muitas vezes também me derrubaram lágrimas. Carole King tem uma voz incrível, não é atoa que músicos maravilhosos como James Taylor e Joni Mitchell apoiaram essa pérola da música. O sucesso era garantido. 

Enfim, cada música desse disco é um abraço. Sereno, calmo, ''Tapestry'' necessita ser reouvido toda vez que percebemos o planeta Terra se movendo rápido demais.


David Bowie - Hunky Dory
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Não posso deixar de mencionar também o Hunky Dory do David Bowie, que assim como o Tapestry da Carole King os elogios são os mesmos. Cada canção tem melodias sensacionais, não é atoa que ''Life On Mars?'' foi o sucesso que foi - assim como o disco inteiro, diga-se de passagem. Por sua vez, as letras poéticas são certeiras, cada canção possui uma letra mais bonita que a outra, como é o caso da própria ''Changes'', ''Oh!You Pretty Things'', ''Quicksand''. Bowie é um de meus artistas favoritos, várias músicas são quase que uma filosofia de vida, um livro aberto para ser lido.

Adoro revisitar esse disco de vez em quando, me faz se sentir viva. 


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